Talvez eu seja um pouco dramática. Não no sentido de transformar tudo em tempestade. É que sinto as coisas com profundidade, e quem sente profundamente às vezes enxerga abismos onde outros veem apenas caminhos.
Quanto aos dramas da vida, aprendi a não fugir deles. Algumas dores precisam ser atravessadas, não explicadas. O tempo me ensinou que quase tudo passa e aquilo que não passa acaba encontrando um lugar dentro de nós onde já não dói da mesma maneira.
Hoje procuro aceitar a vida como ela é: imperfeita, imprevisível e, apesar de tudo, profundamente bonita.