Não necessariamente. Inerrância e acomodação não são conceitos incompatíveis. A ideia de acomodação não precisa significar que Deus alterou ou falsificou a verdade para adaptá-la ao homem, mas que comunicou uma verdade divina e infinita por meios que uma criatura finita pudesse compreender: linguagem humana, metáforas, analogias e contextos históricos.
Um fundamentalista mais rígido pode ter dificuldade com o conceito quando “acomodação” é entendida como admissão de erros na Escritura. Mas, no sentido clássico, é possível sustentar simultaneamente que a Palavra é inerrante e que Deus acomodou a forma de sua revelação à capacidade humana. A limitação estaria no receptor, não necessariamente na verdade revelada.