Normalmente esse argumento era muito usado pela esquerda para dizer que o capitalismo só se importa com o lucro e nada mais.
Só que isso aconteceu no mundo socialista também:
O caso do Mar de Aral:
O maior desastre ambiental do século 20 foi o encolhimento do Mar de Aral; a União Soviética desviou os rios Amu Dária e Syr Dária, que abasteciam o lago, para produzir algodão em larga escala, e o serviço mal feito fez com que parte da água se perdesse e evaporasse.
Por causa disso, a salinidade do lago aumentou, parte da fauna se perdeu e a atividade pesqueira foi eliminada; o leito seco expôs poeira com pesticidas agrícolas, espalhando poluição e doenças para a população.
O caso da Península de Kola:
Atividades metalúrgicas de fundição de cobre e níquel resultaram em chuva ácida, destruindo florestas de pinheiros e taigas, criando um cemitério industrial na região. Além disso, contaminaram lagos e rios, inviabilizando a vida de peixes e anfíbios.
O caso do Lago Karachay:
A partir de 1951, a URSS despejou resíduos radioativos no lago, principalmente césio-137 e estrôncio-90, que se acumularam no fundo do lago. Quando a seca atingiu a região em 1967, os ventos espalharam poeira radioativa em 2700 km², contaminando meio milhão de pessoas.
A extinta Alemanha Oriental tinha o meio ambiente mais degradado da Europa, emitindo mais de 10 vezes mais dióxido de enxofre do que a Ocidental; além disso, quase metade dos rios da Alemanha Oriental estavam mortos.
Certa vez, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diante do pior vazamento da história no Golfo do México, disse que precisava da resposta dos acadêmicos para saber quais traseiros chutar. Em países socialistas ou ditaduras, o Estado dificilmente deporá contra si.
Em suma: crises climáticas são consequências das ações humanas, mas somente em democracias a imprensa, os cientistas e a população têm voz para denunciar e exigir ações de reparação.
Abraço.