Fazer justiça com as próprias mãos costuma transformar a busca por justiça em vingança e pode acabar gerando ainda mais injustiça. Quem está tomado pela raiva ou pela dor dificilmente consegue ser, ao mesmo tempo, vítima, juiz e executor.
Defender-se diante de um perigo imediato é uma situação diferente. Passada a ameaça, porém, a responsabilização deve caber às autoridades e à Justiça, com provas, direito de defesa e uma punição proporcional. Afinal, justiça busca responsabilizar e reparar; vingança busca apenas fazer o outro sofrer.