Nas cozinhas medievais, particularmente nas grandes cozinhas de castelos e mansões, os cães exerciam um papel funcional crucial e intenso, muitas vezes atuando como "trabalhadores" e não apenas como animais de estimação.
O papel mais notável e específico era o do cão de espeto (turnspit dog ou vernepator cur), uma raça criada especificamente para girar a carne assada sobre o fogo.
Aqui estão os detalhes do papel dos cães nas cozinhas medievais:
Girar o Espeto (Turnspit): A função principal era correr dentro de uma roda de madeira (semelhante a uma roda de hamster) instalada na parede da cozinha. Esta roda estava conectada por correntes ou polias a um espeto, fazendo-o girar continuamente para assar a carne de forma uniforme.
Trabalho por Turnos: Devido ao calor extremo e ao esforço físico, os cães de espeto costumavam trabalhar em turnos. Eram cães de patas curtas e corpo alongado, descritos como robustos e resistentes.
Ferramentas Vivas: Esses cães eram tratados mais como utensílios de cozinha ou "máquinas vivas" do que como animais de companhia, sendo essenciais em uma época que dependia de fogo aberto para cozinhar.
Outras Funções: Além de girar o espeto, cães de menor porte podiam atuar na limpeza da cozinha, comendo restos de comida que caíam no chão, ajudando a manter o ambiente livre de resíduos.