O original em hebraico aí é "Sheol", o "mundo inferior" ou "morada dos mortos" para onde todos, justos e ímpios, vão após a morte. No grego é Hades. É o submundo para onde os homens descem na morte, a morada dos mortos, caracterizada como lugar de não retorno, sem louvor a Deus, associado ao castigo dos ímpios, embora o justo não seja abandonado ali. Não é um "inferno" de punição final, mas a condição ou domínio da morte, que pode assumir nuances de juízo ou esperança conforme o contexto.
A palavra mais associada ao que pensamos como "inferno" é Geena, o lugar da punição futura, cujo nome vem do vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, associado à impureza, destruição e juízo. Embora originalmente fosse um vale histórico, no uso judaico posterior e nos evangelhos passou a designar o lugar de punição após a morte. Diferentemente de Sheol/Hades, a Geena aponta para o destino final dos ímpios, ligado ao juízo escatológico definitivo.
Mas é verdade que a onipresença implica que Deus está em todo lugar. Não como um fluido espalhado que permeia tudo, pois não é como se Deus tivesse uma parte em cada lugar do espaço. Ele é espiritual de material, transcendente o espaço. Ao invés disso, a onipresença é mais como se Deus estivesse totalmente presente ao mesmo tempo em todos os lugares. Ele está em todos os lugares, sabe de todas as coisas e está no controle de tudo. Tudo pertence a ele, até mesmo o inferno. Aquela visão popular de Satanás como um rei do inferno que lá tortura as pessoas é totalmente fictícia.