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Salmos 139:7-8

"Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? se subir aos céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também."
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5 Respostas

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Amém
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O original em hebraico aí é "Sheol", o "mundo inferior" ou "morada dos mortos" para onde todos, justos e ímpios, vão após a morte. No grego é Hades. É o submundo para onde os homens descem na morte, a morada dos mortos, caracterizada como lugar de não retorno, sem louvor a Deus, associado ao castigo dos ímpios, embora o justo não seja abandonado ali. Não é um "inferno" de punição final, mas a condição ou domínio da morte, que pode assumir nuances de juízo ou esperança conforme o contexto.

A palavra mais associada ao que pensamos como "inferno" é Geena, o lugar da punição futura, cujo nome vem do vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, associado à impureza, destruição e juízo. Embora originalmente fosse um vale histórico, no uso judaico posterior e nos evangelhos passou a designar o lugar de punição após a morte. Diferentemente de Sheol/Hades, a Geena aponta para o destino final dos ímpios, ligado ao juízo escatológico definitivo.

Mas é verdade que a onipresença implica que Deus está em todo lugar. Não como um fluido espalhado que permeia tudo, pois não é como se Deus tivesse uma parte em cada lugar do espaço. Ele é espiritual de material, transcendente o espaço. Ao invés disso, a onipresença é mais como se Deus estivesse totalmente presente ao mesmo tempo em todos os lugares. Ele está em todos os lugares, sabe de todas as coisas e está no controle de tudo. Tudo pertence a ele, até mesmo o inferno. Aquela visão popular de Satanás como um rei do inferno que lá tortura as pessoas é totalmente fictícia.

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Pois é, com certeza Deus ainda está por aqui.
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É esperado que sim, adicionar uma limitação na onipresença seria aceitar um dualismo inadmissível.
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Mas esse inferno citado não é o inferno lago de fogo.

Existem vários lugares.

Na época a pessoa que morria ia para o submundo, nesse submundo existia a morada dos mortos, que era para onde as pessoas más iam e o paraíso, que é um lugar cheio de florestas e paisagens bonitas para onde as pessoas boas iam (porém esse paraíso não é o céu, era apenas um lugar provisório. Coincidentemente se já assistiu relatos de experiências de quase morte já deve ter visto que muitas pessoas foram parar em lugar parecido).

Após Jesus ressuscitar e partir muitas igrejas acreditam que o cristão quando morre vai direto ao céu, agora sim de fato. Já católicos acreditam que algumas pessoas ficam no purgatório, ao qual a descrição se parece com a morada dor mortos, mas provavelmente não é o mesmo lugar porque todos que vão ao purgatório vão se salvar segundo o catolicismo.

Por isso Jesus diz ao ladrão "ainda hoje estará comigo no paraíso". Esse paraíso não era o céu, se fosse seria contraditório pois Jesus ao reencontrar os apóstolos disse que ainda não tinha retornado ao Pai. Mas para quem entende as crenças da época sabe que paraíso e inferno não necessariamente significam apenas dois lugares.

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