Curioso como certas pessoas têm uma intimidade seletiva com Deus.
Não falam com Ele quando assumem uma dívida, quando quebram uma palavra, quando viram as costas para o esforço. Nessas horas, Deus parece estar ocupado demais para ser consultado. Mas basta a conta chegar — ah, aí sim — Ele é imediatamente acionado, convocado quase como um juiz de última instância.
“Deus é justo”, dizem.
E dizem com uma tranquilidade invejável, como quem acabou de lavar as mãos — não de sujeira, mas de responsabilidade.