O livre-arbítrio é a capacidade que Deus deu ao ser humano de querer, escolher e agir por si mesmo, sem ser obrigado ou determinado por algo externo (Dt 30:19; Js 24:15). Porém, por causa do pecado, essa liberdade foi profundamente corrompida: continuamos tendo livre-arbítrio, mas nossa inclinação natural é para o pecado e não para Deus (Gn 6:5; Jr 17:9; Rm 3:10-12; Ef 2:1-3). É aí que entra a vontade de Deus, por meio da sua graça preveniente, que atua no coração de todas as pessoas antes da conversão, despertando-as e tornando possível que respondam ao chamado do evangelho (Jo 1:9; Jo 12:32; Tt 2:11). Essa graça não obriga ninguém a crer nem elimina a liberdade humana, podendo ser resistida (Mt 23:37; At 7:51). Assim, quando alguém escolhe seguir a Deus e fazer a sua vontade, essa decisão é realmente livre, mas também só é possível porque Deus, em sua graça, tornou essa resposta possível, embora a pessoa ainda continue lutando contra o pecado até a glorificação (Fp 2:12-13; Gl 5:16-17; Rm 7:21-25).