Paul McCartney parece conversar com o tempo e através da música fazer dele um refrão. Há melodias que envelhecem; as dele, muitas vezes, apenas mudam de estação.
É como um jardineiro de canções: planta notas simples e, décadas depois, ainda encontra pessoas descansando à sombra delas. Talvez esse seja o maior talento de um artista: transformar instantes em eternidade.