Vou ser bem franco, a sociedade é programada para amar a utilidade dos outros e não a essência das pessoas.
Por exemplo várias vezes comento aqui que minha versão pobre só ouve dos outros "confie em Deus e siga em frente" ou "tem outros em situação pior agradeça a Deus por não estar na vida deles". Ou seja tenho que me conformar com meu fracasso emocional, social e financeiro "porque tem gente em situação pior."
Uma versão rica minha morando em uma mansão passaria pelas mesmas dificuldades?
A validação, o respeito e a paciência que as pessoas dedicam a alguém estão diretamente ligados ao status, poder e recursos que essa pessoa possui.
Para uma versão rica minha haverá terapeutas de ponta, amigos interessados em "dar apoio" (para manter o networking) e uma rede de proteção que o pobre não tem.
Portanto, entender o jogo social de maneira pura significa aceitar que as regras dele são intrinsecamente impuras. Quem dita o tom da empatia alheia, infelizmente, quase sempre é o bolso.