Acho que eles são é inteligentes...
Ela puxa o eleitorado feminino para ela, provavelmente junto com a Damares, vira "inimiga" do Flávio, que coloca uma mulher de vice...
Essa briga tira o foco dessa pauta exclusivamente da esquerda...
Ameaça ajudar a esquerda, inclusive com um impeachment, se ele não cumprir com a pauta feminina, e entraria uma vice, mulher... E no fim faz um pacto "obrigando-o" a colocar a equipe dela no governo, para proteger as mulheres.
E ela puxa os votos de mulheres que não simpatizam com o Flávio.
Segundo uma pesquisa recente ela é a mulher mais influente do eleitorado, supera a primeira dama atual. Ou seja, quando se fala de pauta feminina o eleitorado lembra mais dela.
E não duvido, ela tem a pauta feminina muito forte.
Se o Flávio é rejeitado e a voz dele não adianta para virar voto, a Michele passa a o rejeitar também, conduzindo parcela desse eleitorado.
E política é assim, no final das contas o voto pode ocorrer em alguém que você não gosta, mas sob determinadas condições, acaba aceitando. Muita gente acaba aceitando, sim. Iria anular, passa a votar no Flávio porque a Michele vai o "fiscalizar" dentro do governo, sob um suposto risco de impeachment.
Num primeiro turno candidatos são inimigos, mas no segundo turno fazem as alianças, e quem não votaria em um, passa a votar nele porque o seu candidato entrará no governo.
Isso causa certa segurança em eleitoras que não gostam do Lula e iriam anular os votos. Ou mesmo que iriam votar no Lula, sem gostar dele, mas consideram Flávio pior, só que com a Michele "inimiga" no governo aceitam votar, porque teriam representatividade.