As duas coisas. O medo é uma ferramenta evolutiva muito antiga. Sem ele, nossos ancestrais teriam acariciado tigres, pulado de penhascos e experimentado cogumelos suspeitos com um entusiasmo que não favorece a continuidade da espécie, haha. O medo existe, em primeiro lugar, para proteger. O problema é que o cérebro não evoluiu para nos fazer felizes ou realizados. Ele evoluiu para nos manter vivos. E essas duas metas frequentemente entram em conflito. Por isso, o mesmo mecanismo que impede alguém de atravessar uma rua movimentada sem olhar também pode impedir essa pessoa de se apaixonar, mudar de carreira, fazer amigos, mostrar seu trabalho ao mundo ou defender uma opinião... O cérebro vê risco social, emocional ou financeiro e aciona alarmes que foram projetados para situações muito mais primitivas.
Há uma frase atribuída a Anaïs Nin que resume bem essa ideia: "A vida encolhe ou se expande na proporção da nossa coragem."