Não.
O rap brasileiro mais "sério" é algo mais específico de SP, onde os grupos/artistas que se popularizaram eram mais voltados para críticas sociais, como se fosse o "Jornal da Favela", como lembro que o Sabotage dizia.
Mas nem todos tinham capacidade de fazer boas críticas; acabava que viravam algo raso, ou apenas um "gângster de estúdio" falando sobre algo que não conhece e que nunca viveu.
Depois, alguns rappers que falavam de ostentação, carros e coisas do tipo começaram a ganhar popularidade. O próprio DBS, que vem da mesma escola de Sabotage, ficou conhecido em Pirituba, na Zona Oeste, fazendo críticas sociais (apesar de ainda ser underground, na minha opinião), mas mais tarde passou a lançar músicas voltadas para a ostentação. Depois veio Hungria Hip Hop, do Distrito Federal, que também se popularizou seguindo essa mesma linha. Nada muito sério.
Alguns funks antigamente eram mais sérios, como os do MC Primo, que era de Santos-SP. Tinha alguma crítica social nas músicas, mas o que populariza mesmo no gênero é só as besteiras.