Amar também pode ser deixar ir quando segurar machuca, prende ou impede o outro - ou nós de crescer.
Nesse sentido, soltar não significa falta de amor; pode ser justamente uma forma mais madura dele. É reconhecer que nem toda presença é saudável ou possível, mesmo que o sentimento exista.
Por outro lado, amar não é desistir ao primeiro obstáculo. Há situações em que o amor pede permanência, diálogo, esforço e reconstrução.
Talvez a diferença esteja na intenção e no efeito:
Se ficar destrói, sufoca ou anula, deixar ir pode ser amor.
Se ficar constrói, fortalece e respeita, permanecer também é amor.
O difícil é aceitar quando o melhor caminho já não é o de continuar junto.