Os desejos carnais e a espiritualidade são forças opostas. Não creio que sejam motivo de infelicidade. A questão é saber separar as coisas. Salomão já dizia: há tempo pra tudo.
Então convivemos com a dualidade dentro de nós que não se harmonizam, dependendo das convicções de cada pessoa.
Pessoas religiosas fanáticas sofrem diante dessa dualidade, apesar de os desejos carnais trazerem muita satisfação ao corpo.
Saber separar o sagrado do que consideram profano fará com que vivamos melhor.
O importante é não tornar os desejos como uma força incontrolável onde a pessoa se torna promíscua.
Mas afinal, se não fossem prazerosos os desejos carnais no mundo não haveria tantas pessoas.
O importante é entender que o desejo é inerente a todos. Mas a necessidade de Deus para muitos é imprescindível.
Neste sentido, há tempo pra tudo debaixo do céu, tempo de se satisfazer sem se condenar por isso, caso se envolva com alguém numa relação fixa baseada no respeito e no afeto.
E há tempo para glorificar a Deus.
Quem sabe separar bem as coisas não se sente infeliz diante dessa dualidade.