O Cativeiro Babilônico teve uma influência enorme na religião judaica. Quando Jerusalém foi destruída pelos babilônios em 586 a.C. e muitos judeus foram levados para a Babilônia, eles perderam o Templo, que era o centro da adoração a Deus. Isso obrigou o povo judeu a reorganizar sua vida religiosa.
Uma das principais mudanças foi o maior foco nas Escrituras, na oração e no ensino da Lei. Como não podiam mais oferecer sacrifícios no Templo, os judeus passaram a valorizar ainda mais a leitura e o estudo da Palavra de Deus. Esse período também fortaleceu a atuação dos escribas e mestres da Lei.
Além disso, muitos estudiosos entendem que foi nesse contexto que surgiram ou se desenvolveram formas de reunião que mais tarde dariam origem às sinagogas. A identidade do povo judeu também ficou mais forte, pois eles precisavam preservar sua fé mesmo vivendo em uma terra pagã.
O cativeiro ainda serviu como um alerta espiritual. Os profetas já haviam advertido que a idolatria e a desobediência trariam juízo sobre a nação. Depois do exílio, os judeus passaram a demonstrar muito mais cuidado em evitar a idolatria.
Quando parte do povo voltou para Jerusalém, houve um grande esforço de reconstrução espiritual e religiosa, incluindo a reconstrução do Templo e a renovação da aliança com Deus, como aparece nos livros de Esdras e Neemias.