
Ela cuidava dele todas as manhãs, mas naquele dia o silêncio pesava diferente.
O garoto de chifres abriu os olhos devagar e encontrou ela ali… tão perto que o coração dele acelerou mesmo fraco.
— Você quase foi embora… — ela sussurrou, segurando a camisa dele com medo de perder alguém de novo.
Ele sorriu cansado.
— Mas fiquei… porque você me chamou.
Os olhos dela ficaram marejados. O sol entrando pela janela deixava tudo dourado, quente… íntimo. Ela tentou se afastar, tímida, mas ele segurou delicadamente sua mão.
— Não vai embora agora…
Ela aproximou o rosto devagar, sentindo a respiração dele tocar a sua. Por alguns segundos, só existia o som calmo dos dois corações batendo juntos.
Então ela o beijou.
Um beijo lento, doce e cheio de saudade… como se aquele momento pudesse curar toda a dor que eles carregavam.